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Dell faz recall de 4,1 milhões de baterias de notebooks
Notícias - Mercado
Escrito por Fernando Val   
Ter, 15 de Agosto de 2006 08:22
A Dell , maior fabricante de computadores pessoais do mundo, está convocando 4,1 milhões de proprietários de notebooks para a substituição gratuita de baterias fornecidas pela Sony . As baterias de íon de lítio podem superaquecer e pegar fogo. Seis casos foram registrados até agora, mas ninguém ficou ferido. Este é o maior recall já feito pela empresa em seus 22 anos de história e, possivelmente, também o maior da indústria de eletroeletrônicos.

O anúncio foi feito pela matriz da Dell nos Estados Unidos, onde estão 2,7 milhões dos notebooks que serão convocados para o recall. A Dell do Brasil ainda não se pronunciou sobre o assunto. As baterias com defeito foram embarcadas para a venda entre abril de 2004 e julho deste ano.


A fabricante de computadores botou no ar uma página, em inglês, para que o cliente consulte se seu equipamento está dentro da lista do recall.

A empresa recomenda que os proprietários de baterias com defeito removam-na do equipamento e usem a recarga por tomada até que seja feita a substituição.

A Dell anunciou que não espera impacto financeiro negativo por causa da medida e informa que continuará usando baterias da Sony em seus equipamentos.

- Temos confiança em que eles adotaram as con

tramedidas adequadas, e que o processo agora é seguro. Esperamos que a Sony continue a ser uma boa fornecedora de baterias para nós - disse Michael Dell, presidente do conselho do grupo.

As baterias também são usadas por outros fabricantes de computadores, entre os quais a Apple Computer, que disse estar estudando a questão. A Hewlett-Packard informou que seus laptops não seriam afetadas pela decisão da Dell, que foi notificada à U.S. Consumer Product Safety Commission.

Jess Blackburn, porta-voz da Dell, anunciou que uma bateria do tipo recolhido estava instalada em um laptop produzido pela empresa e que irrompeu em chamas em Osaka, Japão, recentemente. O incidente foi capturado em fotografias que circularam via Internet.

Rick Clancy, porta-voz da Sony Electronics nos Estados Unidos, disse que o impacto financeiro da decisão sobre a Sony "não foi plenamente determinado", e que depende em parte de quantas pessoas acatarem a instrução de recolher as baterias.

Segundo um analista citado pelo "Wall Street Journal", a operação deve custar mais de US$ 200 milhões, com a Sony assumindo a maior parte do gasto.
 

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